Quarta-feira

Sabe qual é o problema?




Sabe qual é o problema?
O problema é que você faz de propósito. Você machuca, fere arduamente por não conseguir dizer que não sente o mesmo. Quer manter perto usando métodos que afastam as pessoas. É duro te amar assim, sabendo que meu melhor não suficiente e que nunca vai estar preparada pra essa relação. To saindo. Desta vez não volto. Não volto pra esse sofrimento, para esse cárcere, pra sua vida, que por sinal, causa feridas em todos que insistem fazer parte dela.

Domingo

Destinatário.


Lhe vi outro dia na rua e fiquei feliz por ver outra vez o sorriso em seu rosto.
Radiante, cheio de vida, particularmente me dizendo: “ – Você não é mais a razão deste acontecimento”.
Sabe, por mais feliz que fique sabendo que está bem, machuca-me saber que outro consegue proporcionar a ti, o que um dia foi um privilégio meu. Abaixei a cabeça, para que sua felicidade não batesse de frente com a tristeza expressa em meu rosto. Uma ou outra vez por falta do sorriso que não tem-me mais como destinatário.

Calejado.


Acho que ainda me importo com você.
Perco o sono e encaro o celular, penso em te ligar, saber se está bem, mas o orgulho se faz maior. Poxa, você fez parte de uma época especial, onde mesmo machucado nunca privei-me de buscar o amor e acreditar nos meus sentimentos não correspondidos.
Não sei se existe algo vivo aqui, mas de vez em quando tenho vontade de resgatar essa história falha. Vontade de cometer os mesmos erros, de sentir a mesma dor e de voltar a machucar outra vez o já calejado coração.

Sexta-feira

Cansei de morrer.


Sinto que estou morrendo nas vidas das pessoas que amo.
A gente acha que tudo vai continuar igual, mas não continua. Quando percebemos, estamos perdendo espaço e o vazio até então desconhecido por nós começa a crescer, ao mesmo tempo em que, dentro do outro nosso espaço é ocupado.
Mas como todo o tipo de mudança sempre tem dois lados, por vezes não posso somente acreditar que fui deixado de lado, e sim ter certeza que deixei partir quem não mais merecia meu amor.

Me apaixonar.


Às se apaixonar não trás benefícios satisfatórios ao coração, ao que sentimos. Faz tempo que não experimento a melhor parte de uma paixão. O lance dos carinhos, dos abraços, das confidências, realmente não me pertence. Quando penso que o problema é comigo, lembro-me que hoje é normal que as pessoas se apaixonem pelo menos umas 5 ou 6 vezes no ano, o que muito me entristece, pois deposito esperança num relacionamento vazio. Enfim, acredito no amor, mas prefiro vivenciar a paixão, que por mais falsa e vazia ainda nos proporciona, mesmo que momentaneamente, situações inesquecíveis, acompanhadas de novas desilusões.

Atenção.


Ajo sabendo dos resultados e mesmo assim, temo-os. Sei quando devo estar presente e quando minha ausência é necessária para que a reflexão tome ambas as cabeças. Uma hora sei que por falta ou por excesso de atenção as coisas irão simplesmente perder a sintonia, que vamos enxergar de forma monocromática o que antes era cheio de cor, cheio de vida. Percebo-me pensando muito, vivendo pouco e perdendo o melhor de nós. São nesses momentos que normalmente liberto quem amo. Se virar nó vai deixar de ser laço, se o “eu te amo” for dito como “bom dia”, ninguém sairá ileso.

Que está vivo em mim.


Hoje pensei em você e pela segunda vez quis cometer o erro de me perder na sua vida. Não está sendo fácil te apagar de mim. Eu juro que tento, que deixo de lado o sentimento e percorro rumo ao que desconheço, pois mesmo te amando incondicionalmente sei que qualquer caminho é mais seguro do que continuar ao seu lado. Quando as pessoas te dizem para seguir em frente, elas esquecem de dizer que o caminho é árduo, sinuoso, inconstante. Não posso reatar um laço que decidi cortar, não agora. Parabéns razão, finalmente você conseguiu passar a perna no coração ao não me permitir viver algo que está vivo em mim.